«Gosto muito de fazer asneiras. Também gosto da minha dona, mas asneiras... Também gosto de passear!»
domingo, 30 de março de 2008
Trabalhos extra
«Gosto muito de fazer asneiras. Também gosto da minha dona, mas asneiras... Também gosto de passear!»
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Os Cantos da Casa
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Meu Porto
RECADO AO PORTO / José Mário Branco
Nas margens
Deste rio atormentado
É que está dependurado
O nome do meu país
Mistura
Entre a fuga e a procura
Entre o medo e a loucura
Que estão na minha raiz
Meu Porto
Muito mais vivo que morto
Tu recusas o conforto
De quem está morto de vez
Por isso
Eu te mando este recado
Porque vivo atormentado
Como o rio que te fez
Daqui houve nome Portugal
Aqui está tudo bem e tudo mal
Meu Porto, és o carinho que me tenho
És a ponte donde venho
Entre o mar e o quintal
Criança
Ris e choras de seguida
Mesmo quando a tua vida
É o assunto da anedota
Sentir
É o teu modo de existir
E és capaz de mentir
Só p’ra não fazer batota
Meu Porto
Revoltado e penitente
Invicto p’ra tanta gente
Só por ti és derrotado
Nas margens
Do rio que te desflora
Há um vulcão que demora
E dorme sempre acordado
Daqui eu fui embora sem vontade
Aqui eu renasci p’rà liberdade
Meu Porto deixa-andar, nunca-fiando
Que me dás de contrabando
A mentira e a verdade
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